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quarta-feira, 30 de maio de 2012

A lenda do Girassol

Olá pessoas que gostam de histórias, gosto quando as pessoas comentam que leram este blog, sejam conhecidas ou não, é sempre bom ver que algumas pessoas já passaram por aqui; minha amiga de trabalho  Íris comentou recentemente que deu uma olhada no blog... E isso é um grande incentivo a atualizar esta minha empreitada por aqui... Algumas vezes minha vida de "jovem moderna" não me dá muito espaço para abrir o blog e atualizá-lo com frequência, o que eu acho uma pena, pois ando pelas ruas do Recife e diversas idéias loucas me martelam na cabeça e nem sempre tenho como anotá-las ou sequer lembrá-las para repassar pra vocês de alguma forma por aqui, é um alegria imensa meus cavaleiros, voltar nem que seja um pouquinho aos tempos de escritora, em que eu escrevi livros bem fora do comum, que nunca publiquei em canto nenhum e que se perderam no meu computador antigo... Apesar de que as informações essenciais ainda estejam na minha mente com uma vontade enorme de serem registradas novamente... Quem sabe ao vivo, passo a passo aqui no blog mesmo... mas deixando de enrolação e partindo pra dividir com vocês uma pequena história que eu li quando tinha uns 11 anos, uma pequena história contada dentro de outra história por uma menina, personagem de um livro que tinha a mesma idade que eu na época... O livro é de Ganymédes José, um altor que mudou minha forma de pensar, o nome do livro é "Um girassol na Janela" e a menina se chamava Viviane, mas era mais conhecida pelo seu apelido "Vivinha", era uma criança prodígio, cheia de imaginação e bondade e capaz de mudar as coisas ao seu redor com sua criatividade para inventar histórias... No meio dessa história eis que ela solta essa, não sei se realmente se faz parte da mitologia grega, creio que não, mas como eu sei que vocês  devem amar essas coisas como eu, é uma boa história pra se contar por aqui... E aí vai essa história pra você Íris, e pras outras pessoas que gostam de história... Nessa história Íris é uma "vilã" mas ela é o oposto de você! Por favor não entenda mal, até por que Íris na mitologia estava associada a Hermes como mensageira dos deuses para os homens, e é mencionada como uma donzela com asas de ouro que se move com a leveza do vento de um lado para o outro nas profundezas do oceano e no mundo subterrâneo... A mensageira de Hera, a ponte que liga o mundo mortal com o imortal multicolorido... Enfim, espero que tenha entendido! :)




Ei, você sabe qual o nome científico do girassol??? Bem, é Helianthus annuus, é feio? Nem tanto, mas pra entender um pouco dessa história você tem que saber esse nomezinho aí, bem, acontece que o deus Hélio, deus do sol e da música da mitologia grega, todas as manhãs era despertado por um galo de ouro em seu palácio, assim que despertava ele saia em sua carruagem arrastando a bola de fogo que chamamos "Sol" pelos céus cruzando a terra e os oceanos até chegar ao outro lado e ser carregado por um navio e levado ao outro lado do Olimpo e repousar para fazer tudo outra vez no dia seguinte, ele também tinha duas irmãs, Selene a deusa lua e Alvorada que estendia colchas coloridas no céu para seu irmão sair com a carruagem, guiando ele em meio a escuridão, acontece que num desses passeios de Hélio sobre o mar ele viu uma nereida e por ela se apaixonou e a nereida por ele também, porém a nereida era prometida em casamento para outro ser, e depois de algum tempo do amor escondido eles tiveram um filho, a quem a nereida deu o nome de Helianto; logo foram descobertos pelo velho Nereu, o pai dela; e então a nereida foi condenada por seu ele a viver para sempre aprisionada numa caverna de safira no fundo do mar com a criança. Sem saber o que havia acontecido, Hélio acreditou que eles haviam morrido, logo depois de muitos rumores e fofocas chegou a Alvorada a história de uma criança que vivia presa no fundo do mar; com pena do menino, Alvorada o libertou e o criou em seu palácio, ensinou ao menino como tecer coxas para estender no céu antes da saída de Hélio, e assim Helianto se criou no palácio de Hélio sem saber a identidade de seu pai e sem seu pai saber da existência dele, Helianto aprendeu com Alvorada a fazer das coxas mais fáceis as mais difíceis, entre as mais difíceis estavam as amarelas, que tinham um material sofisticado para se captar e fabricar, entre eles os raios de Sol que eram complicados e arriscados de conseguir.




 Um dia Alvorada  foi fazer uma viagem para recolher alguns materiais raros para fabricar coxas nunca vistas antes, e deixou com Helianto a responsabilidade de cuidar de suas coxas, e então em meio a uma distração de Helianto que tecia cuidadosamente uma coxa, eis que a deusa Íris rouba algumas coxas coloridas e faz um arco com elas, e após a chuva a mesma coloca no céu o arco e chama todos os deuses para ver a obra que dizia ser de sua autoria; logo a tempo de Alvorada chegar de sua viagem e reconhecer a coxas e acusar Íris de ladra em meio aos deuses, e para assim se livrar da culpa a deusa Íris muito esperta declara que na verdade as coxas foram vendidas pra ela por Helianto, o menino sem conseguir se explicar é expulso pela tia Alvorada do Olimpo e condenado a viver entre os mortais para sentir o frio e o amargor da vida terrestre, Helianto, na esperança de ser perdoado pela tia, continuou arriscando sua agora vida mortal atrás de materiais para tecer as mais difíceis coxas amarelas, mas sua tia nunca o perdoou  e em meio a tantas coxas Helianto não sabia o que fazer, então viu um favo de abelha que havia caído de uma árvore e resolveu juntar toda a coxa e espetá-la no favo, e assim distraidamente criou uma flor, que chamou Helianthus, e assim passou a morar dentro dela em busca de novas alegrias...

Esta é uma lembrança de um dos melhores livros que li na vida, e como toda lembrança alguns detalhes podem não ser exatamente os mesmo ou algumas coisas não estarem escritas como deveriam, eu tinha 11 anos, já faz muito tempo que li... Mas é uma beleza, então se você quiser ler essa parte exatamente como esta escrito sugiro então que você clique aqui e vá até o 2º capítulo, ou seja, "A flor" e leia-o todinho...

Estou voltando pra vocês... Tenham calma!









sábado, 4 de junho de 2011

MITOLOGIA NÓRDICA

Galera, desculpem pelo sumiço, mas eu passei por um problema de família e por isso não tive tempo de entrar aqui!

Bem, este mês fui ver o filme "THOR" da Marvel Comics, algumas pessoas devem ter assistido também, esta um pouco tarde para comentar a respeito, mas realmente só agora tive tempo! Acontece que sempre fui louca por mitologia, mas a mitologia nórdica eu ainda não conhecia muito,a mitologia grega e a pouco falada mitologia celta sempre me fascinaram, mas depois que eu vi este filme, simplesmente fiquei louca! E andei por aí pesquisando sobre a história dessa turma que influenciou tanto "O Senhor dos Anéis" e "Beowulf". Se você for pesquisar com carinho, perceberá que essa cultura é tão popular que há bandas inspiradas neles como as bandas de Folk metal como a Amon Amarth, os quadrinhos, claro, com a história de Thor e os 4 guerreiros, festas tradicionais pela europa e comunidades de imigrantes em alguns países que também fazem festas inspiradas nesta cultura!

Bem, os nórdicos também chamados de escandinavos eram os povos que habitavam países hoje conhecidos como: Islândia, Suécia, Dinamarca e Noruega.
As histórias mitológicas nórdicas estão contidas em 2 coleções chamadas "Edas"; A mais antiga é uma poesia que data de 1056 e a mais moderna é uma prosa de 1640.
Segundo as Edas no começo de tudo não havia nem céu em cima nem terra em baixo, mas havia um abismo sem fundo e um mundo de valor onde flutuava uma fonte.
Dessa fonte saíam doze rios, e depois deles terem corrido até muito distante de sua origem, congelaram-se, e tendo uma camada de gelo se acumulando sobre a outra, o grande abismo se encheu.
Logo ao Sul do mundo de vapor, havia o mundo de luz, do qual uma vibração quente soprou o gelo e o mesmo derreteu, depois o vapores se elevaram no ar e formaram as nuvens, das quais surgiu Ymir, o gelo gigante e sua geração e a vaca Audumbla, cujo leite alimentou o gigante. Essa vaca alimentava-se lambendo o gelo, de onde retirava água e sal.




Certo dia, quando a vaca estava lambendo as pedras de sal, apareceram os cabelos de um homem; no segundo dia a cabeça e, no terceiro, todo o corpo, que por sinal era muito bonito, ágil e forte. O novo ser era um deus e da união com sua esposa, filha da raça dos gigantes, nasceram seus três filhos: Odin, Vili e Ve, que mataram o gigante Ymir, formando com seu corpo a terra, com seu sangue os mares, com seus ossos as montanhas, com seus cabelos as árvores, com seu crânio o céu e com seu cérebro as nuvens carregadas de neve e granizo. Com a testa de Ymir, os deuses formaram Midgard (terra média), destinada a tornar-se a morada do homem. Depois disso, Odin estabeleu a existência e duração dos dias e das noites, colocando no céu o Sol e a Lua. Logo que o sol passou a iluminar fecundou a terra e a mesma passou a gerar frutos e vegetais.



Depois de tudo ser criado os deuses ficaram felizes com sua obra mas perceberam que algo faltava no meio da criação, pegaram então um freio e fizeram um homem e depois com um amieiro fizeram uma mulher, eles os chamaram de Aske e Embla, respectivamente. Odin lhes deu a vida e a alma, Villi lhes deu a razão e o movimento, e Ve, os sentidos, a fisionomia expressiva e o dom da palavra. Depois fizeram de Midgard sua morada e lhes deram a missão de procriar a raça humana.
Supunha-se então que todo o universo era sustentado pelo freixo de Yggdrasil, que havia nascido do corpo de Ymir, a mesma possuia enormes raízes que penetravam em Asgard(morada dos deuses), outra em Jötunhein (morada dos gigantes de gelo) e a a terceira no Nifflehein(regiões das trevas e do frio), ao lado de cada raíz de Yggdrasil havia uma fonte que a regava; a raiz que penetrava em Asgard era cuidadosamente tratada pelas 3 Norns, deusas do destino, chamadas: Urdur(o passado); Verdande(o presente) e Skuld(o futuro). A fonte do lado de Jötunhein era o poço de Ymir, no qual se escondiam a sabedoria e a inteligência, mas a do lado de Nifflehein alimentava Nidhogge(escuridão), que corroía a raiz perpétuamente. Quatro veados corriam sobre os ramos da árvore e mordiam os brotos, representa os quatro ventos. Sob a árvore, ficava estendido o Ymir e, quando ele tentava livrar-se de seu peso a terra tremia.



Asgard era a morada dos deuses, para onde se tem acesso somente através da Bifrost(Ponte do Arco-Íris). Asgard é cheia de palácios de ouro e prata, mas o mais belo dele é o Valhala, o palácio de Odin, que, quando sentado em seu trono avista todo o céu e toda a terra. Em seus ombros pousam os corvos Hugin e Munin, que voam o dia todo por todo o mundo e depis que voltam contam ao deus tudo o que viram e ouviram, a seus pés ficam deitados dois lobos, Geri e Freki, aos quais Odin da toda a carne que é colocada diante dele, já que ele própio não precisa se alimentar, a não ser com o hidromel, que lhe serve tando de comida quanto de bebida.

RECEITA DE HIDROMEL PARA ATIVAR O SEU DEUS INTERIOR(SÓ NÃO CURA RESSACA):




2 quilos de mel (lá é aquele mel meio solido), 9 litros de água, 1 colher de sopa de canela, 1 colher de chá de gengibre, 1/2 colher de chá de "cravo picante" (kryddernellik, traduzi ao pe da letra), 2 limões descascados (3-4 colheres de sopa de suco de limao), 50 g de levedo, 1-3 g de lúpulo seco

1. Misturar tudo, exceto o levêdo e 3 litros de água, em uma panela grande.
Marque a profundidade do fluido ao lado da panela ou em algum palito. Marcada a profunidade coloque o resto da água (se não quiser que o mjöd fique muito amargo, coloque menos que 3g de lúplo).
2. Cozinhe sem a tampa até que a marcação feita fique visível (até que cozinhe 3 litros de água).
3. Deixe esfriar, e depois coloque o levedo qdo o fluido tiver atingido a temperatura do corpo(traduzi literalmente o termo "kroppstemperatur", não sei se se refere a temperatura do corpo humano de 37 graus ou a temperatura ambiente, acho que seja talvez a segunda opção).
4. Tampe o mjöd com um pedaço de pano e deixe ficar por uns 3-4 dias, de preferencia em local arejado devido ao cheiro ser bem forte.
5. Quando a fermentação do levedo estiver terminada, derrame o conteudo atraves de um pano ou toalha em uma tigela ou recipiente e deixe ficar por uns dois dias.
6.Através de um coador, derrame o conteudo novamente na panela. Evite que os resquicios da fermentaçao venham junto.
7. Repita o processo umas 5-6 vezes, ou quantas vezes tiver saco antes de provar o mjöd, qto mais vc fizer, mais puro será o gosto e menos gosto de levedo vai ter. Depois é só armazenar em garrafa e beber...a porcentagem alcoolica varia entre 10 e 13%

Um pouco do Amon Amarth pra vocês(arquivo zip.):

The Aveng

Arrival of

Thor Arise

Eddas traduzido para o português:

Clique aqui!


Vídeo Resumão (simplista):